segunda-feira, 7 de outubro de 2013

BELÉM - ESGOTO A CÉU ABERTO

A cidade de Belém e seu povo enaltecem a Capital, com adjetivos de cidade morena, metrópole da Amazônia etc..
Agora podemos ter um outro título de cidade mais suja e porca da Amazônia.

Três municípios paraenses estão posicionados entre os últimos na pesquisa do Instituto Terra Brasil, baseando-se em indicadores como atendimento total de água, investimentos feitos no ano, receita do município, ligações que faltam para a universalização e perda de água, considerando roubo, desperdício e vazamentos. 
O Estado do Pará tem três municípios entre os piores do Brasil no levantamento do Instituto Terra Brasil sobre os 100 municípios com melhores condições de saneamento básico: Belém, Santarém e Ananindeua.
O estudo, desenvolvido pela entidade desde 2007, foi elaborado em parceria com a consultoria especializada GO Associados e se baseia principalmente em dados de 2011 do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento Básico (SNIS), do Ministério das Cidades.
Ananindeua, localizado na Região Metropolitana de Belém, ostenta o último lugar da lista, com o pior índice nacional em saneamento básico. Santarém é o penúltimo, em 99º lugar, e Belém está na 96ª posição do ranking.
Aliada a inércia e incompetência do poder público, temos em geral uma população porca, que joga lixo na rua e outras preciosidades.
Tenho sempre repetido que andar pelas ruas de Belém, é como andar em esgoto a céu aberto.
Dizem por aí, que é o tipo de obra pública que muitos políticos não gostam de executar por vários motivos. Primeiro porque é caro, depende de recursos estaduais e federais e não aparece, porque a maioria das obras de infraestrutura em saneamento básico fica coberta pelas calçadas. Em segundo lugar, há político que corre de obras assim porque elas causam muitos transtornos para a população, pois dependem de desmanchar o que está feito para que sejam executadas. É claro que uma rua com buracos, um passeio quebrado e terra espalhada na calçada atrapalha e incomoda, mas os ganhos em saúde, meio ambiente, economia são bem maiores que esses transtornos momentâneos.
Sempre pensamos a curto prazo, em proveito medíocre e instantâneo.
Quem ficar por último, favor apagar a luz.
VIVA BELÉM, VIVA A METRÓPOLE DA AMAZÔNIA

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