segunda-feira, 2 de maio de 2011

Novo ouvidor do Senado já foi algemado e preso em operação da Polícia Federal



Amigos, talvez aqueles entre vocês com memória mais acurada se lembrarão da “Operação Pororoca” deflagrada pela Polícia Federal em 2004. Refrescando a memória: no dia 4 de novembro de 2004, a Polícia Federal prendeu, em operação realizada simultaneamente em 4 estados, 28 empresários e políticos acusados de montar uma quadrilha para fraudar licitações para obras públicas no Estado do Amapá.
As acusações contra a quadrilha incluíam a fraude em 17 obras construídas com 103 milhões de reais do governo federal, e a PF alegava que todas as respectivas licitações haviam sido fraudadas, inclusive a do porto de Santana. Um dos presos, o empresário Luiz Eduardo Pinheiro Corrêa preso, seria, segundo a PF, o chefe da quadrilha.
E sabem quem também foi preso, na condição de dono de uma das empresas que participavam das licitações supostamente fajutas, a Engelplan?
O então suplente de senador, e hoje senador pleno pelo PSDB do Pará Flexa Ribeiro.
Ele foi algemado, preso e passou 4 dias na cadeia.
O inquérito relativo à Operação sumiu no sorvedouro da Justiça.
Agora, Flexa Ribeiro acaba de ser designado ouvidor do Senado da República – encarregado, entre outras tarefas, de examinar acusações contra seus colegas – pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

Um comentário:

zahlouth  disse...

STF arquiva inquérito contra Flexa Ribeiro

Por unanimidade, o STF (Supremo Tribunal Federal) arquivou em sessão realizada (26) o inquérito 2266, atendendo pedido do próprio MPF (Ministério Público Federal), autor das acusações iniciais.
O acusado solo desse inquérito, que tramita desde 2005 no Supremo em segredo de justiça, é o senador paraense Flexa Ribeiro (PSDB – foto).
Nele, o senador era acusado de formação de quadrilha/bando e fraude de em licitações. Por isso, Flexa chegou a ser preso pela Polícia Federal na chamada Operação Pororoca, deflagrada em Macapá (AP) no final de 2004.
Para Flexa Ribeiro, o pedido de arquivamento comprova que não havia irregularidades no processo nem seu envolvimento no caso como foi denunciado.
- Sempre me coloquei a disposição para esclarecer o que fosse necessário. Também sempre tive confiança na Justiça de Deus, a quem sou grato, e na dos homens. Hoje fico satisfeito por este assunto ter sido encerrado por decisão unânime do Supremo Tribunal Federal, acolhendo pedido formulado pelo próprio Ministério Público – disse o parlamentar.

Com informações de Daniel Nardin, do gabinete do senador Flexa Ribeiro