domingo, 11 de abril de 2010

Primeiro Re x Pa do segundo turno do Campeonato Paraense será contra o trabalho escravo


O combate ao trabalho escravo no Brasil e no Pará será manifestado em meio a uma das maiores paixões do povo paraense, o futebol. Durante o primeiro jogo entre os times Remo e Paysandu do segundo turno do Campeonato Paraense, marcado para o dia 11 de abril, no Estádio Olímpico do Pará (Mangueirão), camisas alusivas à campanha serão usadas pelos jogadores, além de faixas conduzidas pelos clubes ao entrar em campo.

Com o apoio da Federação Paraense de Futebol, a camisa branca que pede a adesão dos torcedores paraenses à causa vai estar no lugar dos uniformes dos “gandulas”, “bilheteiros” e outros funcionários do grande estádio.

A manifestação “Faça Um Gol contra o Trabalho Escravo” é resultado da parceria entre o senador José Nery (PSOL/PA), presidente da Subcomissão de Combate ao Trabalho Escravo do Senado Federal, Federação Paraense de Futebol (FPF), Paysandu Sport Clube, Clube do Remo, Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da 8ª Região (Anamatra), Comissão Pastoral da Terra (CPT/CNBB) e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/PA) e Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel).

A iniciativa do RexPa poderá ser entendida a outras regiões do Pará nos jogos realizados em Tucuruí, Santarém, Cametá e Marabá. Os torcedores também poderão participar do abaixo assinado em favor da PEC 438/01 que pede a expropriação de terras onde esteja comprovada a prática e precisa ser votada em segundo turno na Câmara dos Deputados. “Pretendemos entregar as assinaturas no Congresso Nacional em maio”, disse Nery.

Segundo o senador, a divulgação da importância da PEC 438/01 durante o maior clássico do futebol na região norte vai não só ajudar a conscientizar os torcedores de que o trabalho escravo deve ser erradicado no Brasil, mas abrir uma porta para que a luta pelo fim desse crime se associe também a outras modalidades esportivas.

“Com isso, podemos fazer com que as informações sobre o combate ao trabalho escravo sejam mais acessíveis principalmente ao público jovem. Sem contar que o esporte é considerado uma das soluções para grande parte dos nossos problemas sociais”, acrescenta.

De 1995 e 2009, o Ministério do Trabalho e Emprego (TEM) resgatou 36.169 trabalhadores em situação semelhante a de escravos em todo Brasil. Deste total, mais de 10 mil foram resgatados no Pará, que carrega o título de campeão nacional desta prática criminosa.

Aletheia Vieira/Assessoria de imprensa do senador José Nery com informações na Anamatra

Um comentário:

Franssinete Florenzano disse...

Caro Dr. Zahlouth, pedi ao Juiz José Maria de Alencar ajuda no sentido de que a AMATRA VIII oficie ao MPF do Espírito Santo, no sentido de que seja requisitada abertura de inquérito, pela Polícia Federal, a fim de apurar as circunstâncias em que foi morto o meu cunhado, Marco Antonio Mollinetti, na madrugada do dia 16.03.2010, quando se encontrava em Guriri, em missão oficial de fiscalização rural.
Marco era auditor fiscal do Ministério do Trabalho e sua equipe móvel resgatou milhares de trabalhadores reduzidos à condição de escravos, em vários pontos do País, e aplicou multas milionárias em muita gente poderosa e inescrupulosa. E o Espírito Santo, como se sabe, é palco do crime organizado e um Estado violentíssimo, onde campeia a impunidade.

Para se ter uma ideia, antes de abertura de inquérito e sem que tivessem sido feitos exames toxicológicos e perícia completa no local e no corpo, o IML expediu uma certidão para remoção do corpo informando ter sido suicídio.

Marco sofria de depressão, mas estava medicado e fazendo psicoterapia com psiquiatra e psicóloga, três dias antes fora a Brasília com minha irmã e o filho deles renovar o passaporte e o visto para passar férias com eles nos EUA. Estava feliz e não tinha motivos para tirar a própria vida.

De imediato o Dr. Alencar encaminhou meu pedido à AMATRA VIII.

Rogo que o Sr. também ajude do modo que puder no sentido da apuração da morte de meu cunhado.

Enquanto persistir a impunidade, os que se doam em trabalhos nobres e perigosos como o combate ao trabalho escravo continuarão ameaçados e sucumbindo à violência.

Parabéns à AMATRA VIII por fazer esse bom combate.
Estou à disposição para maiores informações.
Muito obrigada. Abraços.