quarta-feira, 3 de março de 2010

NEM SEMPRE O PARÁ PERDE - Ipea abre representação na região Norte do Brasil

Termo de cooperação com o IDESP será assinado em Belém, com a presença da governadora do Pará

A assinatura de um termo de cooperação na próxima sexta-feira, dia 5, marcará uma nova e importante etapa de presença do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) na região Norte. Marcio Pochmann, presidente do Instituto, e José Raimundo Barreto Trindade, presidente do Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (IDESP), assinarão às 9h um termo de cooperação que permitirá aoIpea acompanhar de perto e aprofundar estudos sobre a realidade da maior região do País.
O evento, no auditório do Basa em Belém (Avenida Presidente Vargas, nº 800, 15º andar - Campina), terá a presença da governadora do Pará, Ana Júlia Carepa. Depois da assinatura do termo de cooperação que abre oficialmente uma representação do Ipea na região Norte, Ana Júlia fará uma exposição sobre a situação econômica e social de seu estado, e Pochmann dará palestra ressaltando a importância dos estados da região e a necessidade de planejar o desenvolvimento.
Em Belém, a representação do Ipea ficará a cargo de Guilherme Dias, assessor especial da Presidência do Instituto. "A proximidade com o Norte gera mais oportunidades ao Ipea em matéria de acesso a bancos de dados locais, a conhecimentos específicos da região", afirmou. "A presença do Instituto lá pode contribuir para a redução do 'pouco caso' com que o Norte é visto pelas populações do Sul e Sudeste."
Guilherme Dias destaca que a intenção não é enxergar a região pelo prisma da pobreza, mas sim da riqueza. Segundo o representante do Ipea, o programa Territórios da Cidadania e o avanço das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) serão dois dos focos principais do Instituto no Norte. "Essas novas realidades precisam ser estudadas. Coari (AM), por exemplo, tinha 20 mil habitantes há 10 anos. Hoje, por conta do gasoduto, está na faixa dos 90 mil", disse.

Colaboração
Para José Raimundo Trindade, são quatro os elementos importantes de colaboração do Ipea com o IDESP: o compartilhamento da experiência em metodologia, a consolidação do instituto paraense como referência em estudos sobre o desenvolvimento regional, o intercâmbio de conhecimento entre mão de obra qualificada, e a quebra do isolamento atualmente imposto às análises da região amazônica.
"Temos interesse em construir indicadores que permitam enunciar políticas públicas com vistas ao desenvolvimento do estado", afirmou José Raimundo. Ele lembrou que, hoje, IDESP e Ipea já trabalham juntos em duas linhas de pesquisa - uma sobre análise das condições de expansão das cidades brasileiras, e outra sobre análise da gestão ambiental. "Há outras possibilidades de estudos, para elaboração de indicadores de pobreza - usando metodologia do Ipea - aprofundamento das análises da PNAD e análise do impacto de determinadas empresas e grandes projetos, especialmente os ambientais."
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada também possui um escritório em João Pessoa (PB), além da sede em Brasília e da representação no Rio de Janeiro. Em breve, será aberto um escritório em Curitiba (PR). O evento em Belém terá ainda a doação, por parte do Ipea, de vários livros produzidos por técnicos do Instituto à Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal do Pará (UFPA).
Fundação pública vinculada à Secretaria de Assuntos Estratégicos, o Ipea fornece suporte técnico e institucional às ações governamentais - possibilitando a formulação de inúmeras políticas públicas e programas de desenvolvimento brasileiro - e disponibiliza, para a sociedade, pesquisas e estudos realizados por seus técnicos.

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