domingo, 7 de junho de 2009

Val-de-Cans (PA) é o aeroporto mais deficitário do País

O Aeroporto Internacional de Val-de-Cans, em Belém, vem batendo sucessivos recordes de ocupação e em breve deverá ultrapassar sua capacidade estimada de passageiros ao ano. A informação foi dada esta semana por uma fonte credenciada junto à Infraero, a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária.De acordo com o informante, um alto oficial da Força Aérea Brasileira hoje na reserva, são "muito próximos da realidade" os dados divulgados recentemente na grande imprensa do Sul do país, que apontam o aeroporto de Belém como o mais deficitário dos 67 aeroportos administrados pela Infraero em todo o Brasil. O oficial descartou, porém, qualquer associação entre o déficit e deficiências dos serviços prestados pela Infraero em Val-de-Cans. "Pelo contrário, a administração regional vem recebendo elogios dos próprios usuários”, acrescentou .De acordo com informações que têm sido veiculadas no Sul e Sudeste do País, há hoje uma grande movimentação voltada para a formação de consórcios de empresas nacionais e estrangeiras para explorarem a concessão de aeroportos no Brasil. No entanto, estima-se hoje que dois terços dos aeroportos brasileiros dão prejuízos.Dos 67 que hoje estão sob a administração da Infraero, 44 registraram prejuízos em 2008. Em conjunto, esses 44 aeroportos gastaram R$ 115 milhões a mais do que conseguiram arrecadar. Os três aeroportos que mais arrecadam estão localizados em São Paulo ­ Cumbica, Viracopos e Congonhas. Cumbica (Guarulhos) lucrou R$ 340 milhões, enquanto Viracopos, da cidade de Cambinas, operou com superávit de R$ 108 milhões. Além de Congonhas, com lucro de R$ 102,3 milhões, estão incluídos na lista azul dos terminais lucrativos os aeroportos de Afonso Pena em Curitiba (Paraná), com superávit de R$ 34,7 milhões, Tancredo Neves (Confins, MG), com R$ 23,2 milhões, e Galeão, no Rio, com lucro de R$ 21,2 milhões.Atraídas por esses números, empresas nacionais e estrangeiras já procuraram a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) em busca de informações sobre as futuras concessões. A proposta em estudo na Anac prevê que os terminais lucrativos financiem os deficitários através de royalties pagos a um fundo que será administrado pelo governo.Nem tudo são flores, porém. Abrindo a lista dos deficitários, o terminal que registrou o maior prejuízo, em 2008, foi o de Belém (R$ 17,2 milhões), vindo a seguir os de Guararapes (Recife), com R$ 10,6 milhões; Macaé (RJ), com R$ 9,5 milhões; Santos Dumont (Rio), com 9,3 milhões; e Governador José Richa (Londrina, PR), com prejuízo de R$ 4,7.
Fonte: Diário do Pará

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