sábado, 15 de novembro de 2008

Sem acordo, Azul troca o Rio por Campinas


RIO - A Azul Linhas Aéreas trocou o Rio por Campinas (SP) para iniciar suas operações, a partir de 15 de dezembro. A empresa voará do aeroporto local para cidades como Goiânia, Londrina, Aracaju e Recife, com a promessa de tarifas até 35% menores do que as da concorrência e vôos ponto a ponto (sem conexões). Nenhum vôo saindo de Campinas pousará no Rio.
O presidente da Azul, Pedro Janot, disse que todas as explicações técnicas sobre a necessidade de iniciar vôos partindo do Santos Dumont foram detalhadas ao governo do Estado, que ofereceu o Galeão como alternativa, durante cinco meses de conversações. Mas não houve avanço.
- Voar do Galeão não nos traz competitividade hoje. Os planos para o Galeão serão em 2013. Não iremos para lá antes de estarmos no Santos Dumont. Se o Santos Dumont for aberto, faremos uma base lá.
O governo quer manter os vôos que eram do Santos Dumont no Galeão, alegando que são importantes para os planos de privatização. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) abrirá consulta pública para aumentar os vôos no Santos Dumont. Janot afirmou que a decisão da Anac não foi tomada para beneficiar a Azul e que outras empresas desejam ter mais vôos no local.
Fonte: O Globo
Autor(es): Geralda Doca
Operação começa em dezembro. Empresa mantém sede no Rio A Azul recebeu ontem autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para começar a voar, ao obter o Certificado de Homologação de Empresa de Transporte Aéreo (Cheta). Para iniciar as operações em dezembro, com dois aviões, a companhia apresentará nos próximos dias ao órgão regulador pedido de linhas para atender a seis cidades, entre elas Rio, Campinas (SP) e Curitiba (PR). A empresa assinará contrato para prestar o serviço por um prazo entre três e quatro anos, prorrogáveis por igual período. A sede da empresa, em princípio, continua no Rio. Os detalhes do contrato ainda estão sendo fechados pela Anac e obedecem a uma determinação do Tribunal de Contas da União (TCU), que considerou ilegal o termo de concessão e reduziu o prazo inicial do serviço, de 15 anos. Segundo um executivo da Azul, as operações teriam sido antecipadas a pedido da Anac para aumentar concorrência e baixar preços. A companhia, inicialmente, previa começar a voar em março de 2009 e a partir de São Paulo. No entanto, Congonhas, que era o terminal mais rentável, não dispunha de slots, deixando Guarulhos e Viracopos (interior do Estado) como opções. Empresa alega que custos são altos no Galeão A Anac ofereceu à empresa voar a partir do Santos Dumont, prometendo derrubar a restrição em vigor de que apenas a ponte-aérea e ligações dentro do Estado do Rio podem usar o aeroporto. O órgão regulador considera ilegal a limitação. No entanto, o governador Sergio Cabral tem se empenhado em levar mais vôos para o Aeroporto do Galeão, que estaria ocioso. A Azul alega que não conseguirá sobreviver no Galeão, onde a oferta de vôos e destinos é grande. A nova empresa precisaria da vantagem geográfica do Santos Dumont para ganhar competitividade - até porque vai operar com aviões de cem lugares, contra uma concorrência com equipamentos de 180 lugares. Uma aeronave menor implica custo mais elevado por assento. A resolução para ampliar os vôos nesses dois aeroportos centrais ficará em consulta pública no site da Anac por 30 dias. Se não conseguir decolar do Santos Dumont, já no próximo mês, a Azul poderá utilizar o Galeão e até Jacarepaguá, inicialmente. Segundo a Infraero, a Azul apresentou pedido para explorar áreas operacionais (como balcões de check-in e de atendimento a cliente de reservas) nos aeroportos Santos Dumont, Vitória, Viracopos, Salvador, Curitiba, Goiânia e Porto Alegre. Existe também uma solicitação de um hangar no Santos Dumont.

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