quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Michelle Obama


Michelle Obama é a próxima primeira-dama dos Estados Unidos
da Folha Online - da Efe, em Washington
Michelle Obama, advogada de Chicago de 44 anos, é a próxima primeira-dama dos Estados Unidos. O marido dela, o senador democrata por Illinois Barack Obama, foi eleito o primeiro presidente negro e o 44º da história do país.
Nascida e criada em um bairro pobre e negro no sul de Chicago, seus pais a educaram para que pensasse no possível e não no impossível, e a motivaram a se superar e ter a educação que eles não puderam ter. "Meus pais repetiram várias vezes para mim e para meu irmão Craig: 'Não nos digam o que não podem fazer e não se preocupem com o que poderia não funcionar'", diz Michelle com freqüência nos atos eleitorais a favor de seu marido.
Sua mãe, Marian, forneceu o carinho e a disciplina necessários para que seus filhos, a quem só deixava ver televisão uma hora por dia, seguissem em frente. Seu pai, Fraser Robinson, era um homem de poucas palavras e muita autoridade que madrugava diariamente para ir para o trabalho no departamento de serviços hidráulicos da Prefeitura de Chicago, apesar de sofrer de esclerose múltipla.
"A última coisa que queríamos era decepcioná-lo", declarou Michelle Obama em fevereiro passado em entrevista à "Newsweek", na qual lembrou que quando pequena derramava lágrimas quando, por causa de alguma travessura, seu pai lhe dizia "estou decepcionado".
A jovem Michelle se propôs a não decepcioná-lo e ignorou os professores que lhe disseram que não tinha a capacidade para ir a uma universidade Ivy League, um reduzido grupo de exclusivos centros acadêmicos no litoral Leste do país. Sua força de vontade a levou a duas dessas universidades: Princeton e Harvard, onde estudou sociologia e direito.
Em ambos os centros envolveu-se em atividades para aumentar a minúscula cota de professores e estudantes negros.
Quando saiu de Harvard começou a trabalhar em um famoso escritório de advogados de Chicago, onde alguns anos mais tarde chegaria Obama, que pouco depois de conhecê-la convidou-a "para sair". Michelle Obama se mostrou reticente em um primeiro momento a "misturar prazer com negócios", mas demorou pouco a se render aos encantos dele.
Em 1991, faleceu seu pai e quase ao mesmo tempo uma de suas melhores amigas morreu em Princeton. Esses dois eventos fizeram com que remodelasse sua vida, levando-a a buscar sua verdadeira paixão: o trabalho social, e a deixar-se guiar por ela. Em 1992 se casou com Obama.
A entrada de Obama na corrida presidencial a levou a deixar temporariamente seu trabalho para envolver-se em tempo parcial na campanha, uma tarefa que divide com sua prioridade "número um": o cuidado de suas filhas Malia e Sasha.
Sua maior exposição pública deixou claro que Michelle é uma pessoa segura de si mesma, mas também alguém com uma personalidade forte, direta e sarcástica, o que lhe causou problemas. Em fevereiro, ganhou fama de "ressentida", após dizer que era a primeira vez que se sentia "realmente orgulhosa de seu país".
Essas afirmações foram feitas para dizer que não tinham nada a ver com o fato de Obama ser o primeiro negro a concorrer à Casa Branca, mas com a grande participação popular no processo.
Além disso, seus comentários que Obama ronca, tem mau hálito de manhã, se esquece de colocar a manteiga na geladeira e deixa meias soquetes jogadas por toda a casa, ajudaram-na a ganhar os qualificativos de mulher "dominante" e "castradora", como a descreveu Maureen Dowd, colunista de "The New York Times".
Ela diz que o que procura é "humanizar" Obama. Seu esposo a defende, assegurando que é o amor de sua vida e a mulher que o ajuda a "não desnortear-se".

2 comentários:

citadinokane disse...

Carlos,
Tomara que a eleição do Obama traga algo de bom para o mundo, né?
abs,
Pedro

zahlouth disse...

Pedro, não sei se vai melhorar, mas com certeza a primeira dama é bem melhor que a anterior.
Pelo mesmos em termos de visual estamos bem melhor.