sexta-feira, 11 de julho de 2008

Greve dos Correios já atrasa quase 3 milhões de cartas no Pará

As negociações entre sindicato e funcionários da Empresa de Correios e Telégrafos para o término da greve realizadas ontem (10) e intermediadas pelo ministro do TST (Tribunal Superior do Trabalho), Rider Nogueira de Brito, não tiveram sucesso.
O ministro Rider apresentou proposta formal aos representantes da ETC (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) e da Fentec (Federação dos Trabalhadores), com o objetivo de encerrar a greve da categoria e retomar as negociações sobre a situação econômica dos funcionários.
Entre as propostas estão a suspensão da aplicação do PCCS (Plano de Cargos, Carreiras e Salários) de 2008. Na prática, isso significa que os carteiros deixariam de receber o valor linear de R$ 260, que foi estabelecido pelo novo plano, e voltariam a receber, em julho e agosto de 2008, os 30% de abono, como acontecia antes. Como contrapartida dos trabalhadores, o ministro propõs a suspensão da greve a partir da zero hora desta sexta-feira (11).
Os correios estão aguardando a resposta dos sindicatos, que se reúnem no final da tarde de hoje (11), em todo o Brasil. Em Belém, a categoria fará uma assembléia em frente ao edifício sede dos Correios, na avenida Presidente Vargas, para avaliar a proposta.
'Entendemos que a greve está prejudicando a sociedade, mas nossos direitos têm que ser garantidos. Se os 30% forem regularizados e tivermos garantia de que as negociações sobre o PCCS serão retomadas de forma justa e houver também a negociação dos dias parados, podemos aceitar voltar ao trabalho', disse Edson Leão, secretário geral do sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos do Pará e Amapá.
Amanhã (12) será realizado um encontro em Brasília com todos os sindicatos brasileiros para debaterem todas as questões sobre a greve dos servidores.
A assessoria de imprensa dos Correios informou que, no Pará, a paralisação tem a adesão de 50%, sendo o maior número de adesão registrado na capital do Estado, onde esse número chega a 70%.
Em todo o Brasil, 84 milhões de cartas e 360 mil encomendas estão com as entregas atrasadas. No Pará, quase 3 milhões de objetos não foram entregues durante o período de paralisação, que já dura 11 dias.
Redação Online - Portal ORM

2 comentários:

Anônimo disse...

TST aguarda manifestação dos trabalhadores da ECT sobre proposta de acordo

Os trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) ainda não se posicionaram em relação à proposta do Tribunal Superior do Trabalho para pôr fim à greve da categoria. O acordo foi proposto pelo presidente do TST, ministro Rider Nogueira de Brito, que entregou documento, no dia 9 de julho, aos representantes das duas partes. Até o momento, apenas a empresa se manifestou, concordando com os termos da proposta.

Em resumo o ministro Rider de Brito propõe que os trabalhadores suspendam a greve e a empresa deixe de aplicar o do Plano de Cargos, Carreiras e Salários de 2008, exclusivamente em relação aos carteiros que prestam serviços externos, prevalecendo as condições anteriores. Ou seja, os carteiros deixariam de receber o valor linear de R$ 260, estabelecido pelo novo plano, e voltariam a receber, em julho e agosto de 2008, os 30% de abono.
Consequentemente, as duas partes aceitariam a intermediação do presidente do TST para discutir as questões econômicas da categoria, mediante uma pauta previamente estabelecida. Durante as negociações, não poderia ser deflagrado qualquer movimento grevista.
O presidente do TST espera que os trabalhadores aceitem a proposta e ponham fim à greve. Caso contrário, permanece em pauta a continuação da audiência de conciliação, marcada para o próximo dia 15. Sem acordo, deverá ser instaurado dissídio, marcada a data de julgamento e sorteado o relator.

Anônimo disse...

Correios: TST apresenta nova proposta para fim da greve e sorteia relator do processo

O presidente do Tribunal Superior do Trabalho, ministro Rider Nogueira de Brito, apresentou hoje (15) uma nova proposta na tentativa de pôr fim à greve dos empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), e estabeleceu o prazo até as 12h do dia 17 de julho para que as partes se manifestem. Rider de Brito propôs o pagamento definitivo de uma gratificação de 30% aos carteiros, a serem calculados sobre o salário base de cada um e pagos proporcionalmente às horas efetivamente trabalhadas em serviços de coleta e entrega. Havendo aceitação, a categoria suspenderia a greve imediatamente. Outro ponto é o pagamento de 50% dos dias parados, além da proibição de demissões pelo prazo de 60 dias, a partir de 18 de julho.

O ministro Rider de Brito esclareceu que, encerrada a audiência de conciliação (o que ocorreu hoje pela manhã), o processo será julgado pelo TST, em data a ser definida. Para isso, foi sorteado o relator do processo, ministro Maurício Godinho Delgado. Também foi estabelecido o prazo – até as 18h do dia 16 de julho – para apresentação das razões finais, isto é, para as manifestações formais sobre quaisquer documentos juntados aos autos pelas partes ou pela Presidência.

O presidente do Tribunal enfatizou que essa é mais uma tentativa de levar as partes a um acordo, na medida em que não houve aceitação, pelos trabalhadores, de sua proposta anterior, pela qual ele se dispunha a intermediar negociações pontuais, em seu gabinete, entre representantes da empresa e dos empregados. Rider de Brito esclareceu que ambas as partes podem e devem se manifestar concordando ou discordando, desde que se apresentem suas fundamentações por escrito. Além disso, acentuou, pode haver sugestões para aperfeiçoar o que foi proposto. “Se os trabalhadores chegarem, em assembléia, a outra proposta, o TST a encaminhará à empresa”.

Indagado sobre a abusividade da greve, Rider de Brito esclareceu que a questão já foi encaminhada pelo TST ao Ministério Público do Trabalho, a quem caberá as diligências para verificar o cumprimento da determinação para que os trabalhadores mantenham 50% do efetivo em atividade nas agências dos Correios.

Durante a audiência, o ministro ressaltou seu empenho em buscar, o tempo todo, um desfecho negociado para o conflito, inclusive colocando-se à disposição para intermediar as negociações pontuais sobre cada uma das questões econômicas da relação entre empregados e empresa. “Eu fiz tudo por uma conciliação – e teria feito se minha proposta tivesse sido aceita”, lembrou. Ao comentar a decisão dos empregados de rejeitar sua intermediação, Rider de Brito ressaltou que se trata de uma decisão soberana da instância máxima da categoria, que são as assembléias dos trabalhadores, e que, diante disso, resta aguardar um pronunciamento sobre a nova proposta. “Processo significa caminhar para a frente”, concluiu.