sábado, 17 de maio de 2008

Encruzilhada - Parauapebas

17.5.08

A Juíza do Trabalho Substituta Auxiliar da 1ª Vara do Trabalho de Parauapebas, Ginna Isabel Rodrigues Veras, julgando uma exceção de suspeição da Construtora Norberto Odebrecht e da D Service Montagens contra o Juiz Titular da Vara, Jônatas Andrade, rejeitou os pedidos. Em compensação, o Ministro Corregedor-Geral da Justica do Trabalho João Oreste Dalazen, decidindo uma reclamação correicional da Vale, limitou o raio de ação do Juiz ao proibir a penhora eletronica de dinheiro das devedoras de direitos dos empregados das minas de Carajás e região, isto é, das empreiteiras da Vale e dela própria. O argumento do Ministro Corregedor é que a penhora eletronica de dinheiro antes do trânsito em julgado poderia acarretar perdas irreparáveis. Essas empresas bem que deveriam provisionar esses recursos em seus balanços, numa demonstração de seriedade não condizente com a estratégia jurídica que escolheram ao tentar desestabilizar o Foro Trabalhista da cidade. Está em discussão um passivo trabalhista de R$ 110 milhões. Mas também, eprincipalmente, a dignidade das relações de trabalho na região, e das formas de arbitragem do Estado na questão. A situação é grave e deve, muito em breve, chamar atenção da opinião pública, menos pelos valores sonantes, e mais pelos valores intangíveis que estão em jogo.
Postado por Juvencio de Arruda

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