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sábado, 26 de dezembro de 2020

Sessão solene empossa novas dirigentes do TRT8

Sessão on-line teve participação de ministra do TST, presidentes de TRTs e autoridades públicas do estado e do poder judiciário.

— ASCOM8

A desembargadora Graziela Leite Colares foi empossada, na manhã desta segunda-feira (07/12), durante uma sessão on-line transmitida pelo canal da JT8 no You Tube, como presidente do TRT8. Ela será a 9ª mulher na história da instituição a ocupar o mais alto cargo da Corte Trabalhista na 8ª Região. Ao lado dela, vão dividir a administração pelos próximos dois anos, as desembargadoras Maria Valquíria Norat Coelho, na vice-presidência, e a desembargadora Mary Anne Acatauassú Camelier Medrado, como Corregedora Regional.



A sessão telepresencial foi conduzida pela desembargadora Pastora do Socorro Teixeira Leal, responsável pela gestão do Tribunal no biênio 2018/2020, e contou com a presença remota do Governador do Pará Helder Barbalho, da presidente do TST ministra Maria Cristina Peduzzi, da procuradora-chefe da Procuradoria Regional do Trabalho da 8ª Região, Cintia Leão, da vice-presidente da OAB- Pará, Cristina Lourenço, de Presidentes de Tribunais Regionais do Trabalho, juízes e juízas do trabalho, servidores, advogados e advogadas, além de autoridades civis e militares.

Por volta de onze horas da manhã, Pastora Leal empossou Graziela Leite Colares e esta deu posse à vice-presidente e à corregedora regional. Antes do discurso, o desembargador Vicente José Malheiros da Fonseca, decano da Corte, detalhou a trajetória das desembargadoras que assumem a presidência do TRT8 no biênio 2020/2022 e disse que a presidência deve ter capacidade de diálogo e espírito de cordialidade. "A capacidade de diálogo e a administração democrática e partilhada são pressupostos do êxito nas funções que as estimadas colegas passarão a exercer doravante". E concluiu: "desejo felicidades às dignas colegas que hoje assumem os cargos de direção da Corte. Contem sempre com a minha colaboração e entusiasmo". 

Após a fala do decano, Graziela Leite Colares, discursou reafirmando seu compromisso com a harmonia. "Encaro como desafio imediato restabelecer a harmonia administrativa desta casa e a compreensão de que a administração é uma continuidade e não deve ser marcada por diferenciais personalíssimos, nem por disputas mesquinhas"

A nova presidente destacou o objetivo da gestão, melhorar a qualidade da prestação jurisdicional. "A justiça vem atingindo níveis de eficiência tecnológica e de produtividade elevados, mas, a meu ver, o maior desafio de hoje ainda é conseguir equilibrar esse nível de produtividade exigido dos magistrados com a qualidade das decisões judiciais". E enalteceu a Justiça do Trabalho como instituição. "A Justiça do Trabalho, cuja proposta de extinção, há quem diga, vem desde o ano de 1954, representa sem dúvida o direito da classe trabalhadora a um foro especial, célere e tecnologicamente avançado, para apreciação das demandas. A continuidade da justiça como instituição, em que pese todas as iniciativas para extingui-la, inclusive através de distorções da realidade, hoje muito facilitadas pela existência das redes sociais, representa, sem dúvida, quase que um direito à resistência dessa classe, de ver, através dela, suavizados e mitigados, os efeitos que decorrem da contradição do sistema econômico atual, capaz de produzir riqueza em grande escala, mas também e, infelizmente, e com mais intensidade, pauperização de grandes estratos da população".

Desembargadores, juízes e autoridades presentes à sessão usaram o chat para parabenizar as empossadas e manifestar apoio para nova gestão. A ministra do TST, Cristina Peduzzi, fez votos de sucesso e desejou saúde e proteção nos mandatos. O desembargador Paulo Pimenta, em nome do TRT18, desejou uma administração exitosa. A procuradora-chefe do MPT8, Cintia Leão, também desejou sucesso à nova administração. Desembargadores e juízes da 8ª Região saudaram as novas dirigentes.

Ao final da sessão, a desembargadora presidente agradeceu pelos votos de sucesso e dedicou o pronunciamento aos seus dois amores, os filhos Matheus e Pedro.


Confira a íntegra a fala do desembargador Vicente José Malheiros da Fonseca


Leia a íntegra do discurso de posse da desembargadora Presidente Graziela Leite Colares

segunda-feira, 13 de julho de 2020

Pandemia não interrompeu o funcionamento do TRT8 e magistrados e servidores atuam conectados de casa.


Foto: ASCOM8

Em pouco mais de cem dias de trabalho remoto por causa da suspensão das atividades presenciais para evitar o contágio da Covid-19, a Justiça do Trabalho continua mantendo a produtividade em alta.

No período de 16 de março de 2020 a 30 de junho de 2020, a Central de Serviços do TRT8 e o Canal de Atendimento ao Público Externo (CAPE) receberam um total de 6.570 demandas, 4347 vindas do público interno (magistrados e servidores), 496 do público externo (advogados, procuradores, cidadão) e 1727 demandas internas da Secretaria de Tecnologia da Informação (SETIN), sendo que todas as demandas foram resolvidas remotamente com auxílio da tecnologia.

O número de processos administrativos movimentados eletronicamente via PROAD no período ultrapassou cinco mil (5.514).

Veja como foi a movimentação processual interna desde o início do teletrabalho.

Quantidade mensal de Proads:
Março - 1360
Abril - 1510
Maio - 1317
Junho - 1327
Total – 5.514

Alvarás

De março até junho deste ano, foram expedidos 26.332 alvarás e o valor pago aos reclamantes por meio de alvarás ultrapassou 150 milhões de reais (R$ 155.076.943).

Nesse período, a Central de Execução cumpriu 589 mandados judiciais.

Sessões Telepresenciais

O TRT8 foi o primeiro Tribunal do Trabalho do país a realizar as sessões on-line de 2 º grau. Os órgãos colegiados realizaram um total de 31 sessões telepresenciais de julgamento.

Conciliação por videoconferência

Em maio, o CEJUSC Belém iniciou as audiências por videoconferência no 1º grau. Foram 16 audiências realizadas, das quais 15 resultaram em acordos, percentual de 93,75%. Além dos acordos telepresenciais, houve 10 acordos por petição. No mês, foram 25 acordos,  percentual conciliatório de 96,15%. Em junho, no 1º grau, foram 64 audiências por videoconferência e 43 acordos, percentual de conciliação de 75,44%.

No Cejusc 2º grau, as audiências por videoconferência começaram em junho. Dos  26 acordos celebrados no mês, 6 foram telepresenciais. O percentual de conciliação foi de 96,15%.

quinta-feira, 2 de julho de 2020

Sem energia em casa, desembargador continua sessão por videoconferência à luz de velas

A passagem de um ciclone pelo Estado provocou uma situação inusitada durante uma sessão de julgamento da 3ª Câmara Civil do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), nesta terça-feira (30/6): o desembargador Fernando Carioni relatava um dos seus processos em casa, por videoconferência, quando uma queda de energia deixou a região central da capital sem luz, por volta das 15h15min. Ele acabou perdendo a conexão e ficou às escuras. 

Apesar do imprevisto, o magistrado não desistiu da missão. Com o celular em mãos, Carioni restabeleceu contato com a sessão de julgamento a partir do próprio aparelho, relatando o processo com as páginas que havia impresso anteriormente. As lâmpadas de emergência guardadas em casa não funcionaram, mas também não impediram o andamento dos trabalhos.

"Eu não tinha luminosidade. O que me restou? Vela! Acendi três velas para poder continuar lendo, senão não conseguiria terminar o voto. Então retornei para meu voto, fui até o final com o celular", conta o desembargador.

O comprometimento não foi em vão. Tratava-se da primeira sessão por videoconferência da 3ª Câmara Civil, com mais de 30 sustentações orais marcadas para o dia e quase 200 casos a serem julgados. Também participavam da sessão os desembargadores Marcus Tulio Sartorato, Saul Steil e Maria do Rocio Luz Santa Rita, além do procurador de Justiça Américo Bigaton. 

A energia na casa de Carioni só foi reativada cerca de três horas mais tarde, ainda com muito trabalho pela frente. Em razão do volume de processos e da quantidade de sustentações orais, a sessão de julgamento, que começou pela manhã, só terminou por volta das 22h30. Com a sensação de dever cumprido, Carioni celebrou a conclusão dos trabalhos e a compreensão de todos durante as adversidades. "Tudo isto se deve à valorização da magistratura, ao esforço da magistratura catarinense para fazer a prestação jurisdicional ao nosso povo. Não fizemos nada mais do que a nossa obrigação, essa é a grande verdade. Fico satisfeito pelos meus pares terem aceitado a situação, além da minha satisfação pessoal em poder continuar a sessão sem interromper e levar prejuízo aos meus pares, bem como aos advogados e às partes", manifestou.


Conteúdo: Assessoria de Imprensa/NCI
Responsável: Ângelo Medeiros - Reg. Prof.: SC00445(JP)